sábado, 18 de agosto de 2012


                                    Punção Venosa periférica


     O homem é um ser que busca a inovação em todas as dimensões do conhecimento como forma de desafiar a si mesmo e melhor se adaptar ao mundo moderno (AMARAL, PETTENGILL, 2010).
    Na ciência da enfermagem não é diferente, pois a inovação não é um elemento novo. Diariamente, as enfermeiras são atraídas por atividades inovadoras e movidas pelo desejo de melhoria no progresso do cuidado ao paciente e família, aliado à necessidade de redução dos custos para o sistema de saúde (AMARAL, PETTENGILL, 2010).
     A enfermagem tem uma postura essencial criando sempre soluções inovadoras e buscando cada vez mais facilitar as práticas clínicas no intuito de aliviar o sofrimento dos clientes em procedimentos dolorosos como as punções venosas periféricas.
   Buscando benefícios e eficiência, a enfermagem em muitos aspectos direciona-se às atividades tecnológicas associando-as aos procedimentos diários na hospitalização de pacientes. Dessa forma, a interação enfermagem e paciente torna-se fortificada promovendo a recuperação da saúde e alívio do sofrimento nos procedimentos mais dolorosos e necessários durante uma hospitalização.
   Segundo a Rev. Bras. Ter. Intensiva (2009), a técnica de punção venosa periférica guiada por ultrassonografia deve seguir os passos da inserção convencional de cateteres, aliada ao conhecimento imprescindível de anatomia, fisiologia, patologia e conhecimentos básicos das técnicas de ultrassonografia, assim como o domínio do equipamento a ser utilizado. 
    A implementação dessa tecnologia reduz complicações ao acesso venoso periférico como também o número de tentativas, tornando o procedimento menos doloroso e menos sofrido para o cliente.
    O interesse em realizar esse estudo surgiu da necessidade de aprofundarmos nosso conhecimento em anatomia vascular assim como a associação de inovações tecnológicas facilitando a prática clínica nos procedimentos de punção venosa periférica.
   O assunto é relevante porque os pacientes hospitalizados ainda sofrem ao serem submetidos a procedimentos necessários como a punção venosa periférica, na conduta terapêutica e no intuito de buscar o restabelecimento da sua saúde e cura. Por isso é fundamental ampliar o conhecimento da assistência de enfermagem nesses procedimentos.

 

sábado, 27 de novembro de 2010

DIÁTESE HEMORRÁGICA

         É definida como uma tendência para sangramento sem causa aparente (hemorragias espontâneas) ou hemorragias mais intensas ou prolongada após um traumatismo. Diátese hemorrágica deve-se a anormalidade da parede vascular, das plaquetas e dos sistemas de coagulação ou de fibrinólise.



Bogliolo, patologia geral

NOMENCLATURA DAS HEMORRAGIAS

  • Epistaxe: hemorragia nas fossas nasais
  • Equimose: sangramento em pequenos focos maiores que as peequias
  • Hemartrose: sangue nas articulações
  • Hematêmese: vômito de sangue
  • Hematoma: sangramento circunscrito formando coleção volumosa
  • Hematúria: sangue na urina
  • Hemopericárdio: sangue na cavidade pericárdica
  • Hemoperitônio: sangue na cavidade peritoneal
  • Hemotórax: sangue na cavidade pleural
  • melena: sangue digerido eliminado nas fezes
  • Menorragia: menstruação prolongada ou profusa, em intervalos egulares.
  • Menstruação: sangramento uterino cíclico e fisiológico da mulher
  • Metrorragia: sangramento uterino irregular entre os ciclos
  • Otorragia: sangramento pelo conduto auditivo externo, sangramento puntiforme
  • Púrpura: múltiplos pequenos focos de sangramento
  • Sufusão: sangramento plano, difuso e extenso em mucosas

         Bogliolo, patologia geral,[ editado por] Geraldo Brasileiro Filho. -4. ed. - Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2009.

domingo, 14 de novembro de 2010

PLAQUETAS


                              PLAQUETAS

As plaquetas desempenham um papel central na hemostasia normal. Quando circulante, elas são discos moles envoltos por membrana e expressam um número de receptores da glicoproteína da família da integrina nas suas superfícies. As plaquetas contém dois tipos específicos de grânulos. Os grânulos alfa expressam a molécula de adesão P – selectina em suas membranas e contêm fibrinogênio, fibronectina, fatores V e VIII, fator plaquetário 4 ( uma quimiocina unida à heparina ), fator de crescimento derivado das plaquetas, e fator – beta de transformação do crescimento. Outros grânulos são corpos densos, ou grânulos – y, que contém adenina nucleotídeos ( ADP e trifosfato de adenosina [ ATP]), cálcio ionizado, histamina, serotonina, e epinefrina.
Após lesão vascular, as plaquetas encontram os constituintes da MEC que são seqüestrados, normalmente, abaixo do endotélio intacto; esses incluem colágeno (mais importante), proteoglicanos, fibronectina e outras glicoproteínas adesivas. No contato com a MEC, as plaquetas submetem-se a três reações gerais: (1) adesão e mudança na forma; (2) secreção ( reação de liberação ); e (3) agressão.     

 


Patologia – Bases Patológicas das Doenças / editores Kumar, Abbas, Fausto

HEMOSTASIA E TROMBOSE


HEMOSTASIA E TROMBOSE

A hemostasia normal é o resultado de uma série de processos bem regulados que efetuam duas funções importante: (1) elas mantém o sangue num estado líquido livre de coágulos nos vasos normais; e (2) elas são balanceadas para induzir um tampão hemostático rápido e localizado no local da lesão vascular.O oposto patológico à hemostasia é a trombos; pode ser considerada uma ativação inapropriada dos processos hemostáticos normais, tal como a formação de coágulo sanguíneo (trombo)  na vasculatura não lesionada ou oclusão trombótica de um vaso após lesão relativamente pequena. Tanto a hemostasia  como a trombose são reguladas por três componentes gerais – a parede vascular, plaquetas e a cascata da coagulação. A discussão seguinte começa com a hemostasia e conclui com uma descrição dos componentes que regulam os processos de coagulação normais.



Patologia – Bases Patológicas das Doenças / editores Kumar, Abbas, Fausto.

A hemorragia indica, em geral, extravasamento de sangue devido á ruptura do vaso. Como descrito previamente, mo sangramento capilar pode ocorrer sob condições de congestão crônica e uma tendência aumentada à hemorragia de lesão geralmente insignificante é vista numa grande variedade de disfunções coletivamente clínicas denominadas diáteses hemorrágicas. Todavia, a ruptura de uma grande artéria ou veia é quase sempre devido à lesão vascular, incluindo trauma, aterosclerose, ou erosão inflamatória ou neoplásica da parede do vaso. A hemorragia pode ser manifestada em uma variedade de padrões, dependendo do tamanho, da extensão e da localização do sangramento.



Patologia – Bases Patológicas das Doenças / editores – Kumar, Abbas. Fausto


                                 HIPEREMIA E CONGESTÃO
Os termos hiperemia e congestão, ambos indicam um local de volume sanguíneo aumentado num tecido particular. A hiperemia é um processo ativo resultante do fluxo interno tecidual aumentado devido à dilatação arteriolar, como no músculo esquelético durante o exercício ou em locais de inflamação. O tecido afetado é avermelhado pelo o congestionamento dos vasos com sangue oxigenado. A congestão é um processo passivo resultante do efluxo externo deficiente de um tecido. Ela pode ocorrer sistematicamente, como na insuficiência cardíaca, ou pode ser local, resultante da obstrução venosa isolada.  O tecido tem uma coloração vermelho-azulada (cianose), particularmente quando a piora da congestão leva ao acúmulo de hemoglobina desoxigenada nos tecidos afetados.
A congestão e o edema, geral, ocorrem juntos, de maneira primária visto que a congestão no leito capilar pode resultar em edema devido à transudação líquida aumentada. Na congestão de longa duração, denominada congestão passiva crônica, a estase do sangue pouco oxigenado também causa hipoxia crônica, que pode resultar em degeneração celular parenquimatosa ou morte, algumas vezes, com cicatrização microscópica. A ruptura capilar nesses locais de congestão crônica também pode causar pequenos focos de hemorragias; a destruição e fagocitose dos detritos dos eritrócitos podem, eventualmente, resultar em pequenos agrupamentos de macrófagos carregados de hemosiderina.
   
Patologia – Bases Patológicas das Doenças / editores – Kumar, Abbas. Fausto